Mostrar mensagens com a etiqueta Terence Fisher. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terence Fisher. Mostrar todas as mensagens

sábado, 26 de abril de 2014

SESSÃO 14 (dupla): 6 DE MAIO DE 2014


Dracula (1958)

Se "A Máscara de Frankenstein" inaugurou o ciclo de cinema de terror da Hammer, em 1957, "Horror de Drácula" FAZ reaparecer este outro mito no ano seguinte, com UM filme admirável, sob a máscara inquietante de Um Jovem ator, Christopher Lee , que restitui o fascínio de UM Bela Lugosi, agora desenhado em ambientes de UM vigoroso erotismo que vai ao encontro da interpretacao do mito do vampiro dado por Ornella Volta: Uma atitude oposta (ou contrário) à proposta Pela necrofilia, UMA tentativa de permanecer para Alem da morte através de umha intensa atividade sexual post mortem. Mais interessante ainda tendo em conta a época em que o filme é estreado, Dois anos antes do início dos anos 60, marcados Pela libertação sexual, cabelo "Make love, not war" Pela emancipação da mulher, Pela luta pêlos direitos humanos, etc. O novo vampiro, Um sedutor erótico que FAZ as delícias das mulheres que ataca e que se lhe entregam ostensivamente.
O argumento de “O Horror de Drácula”, extraído mais uma vez de Bram Stoker, é, desta feita, assinado por Jimmy Sangster, um argumentista que viria a notabilizar-se pela qualidade das adaptações feitas para a Hammer. Estamos de novo no século XIX, em Klausenberg, na Bavária, onde Jonathan Harker se emprega, como bibliotecário do Conde Drácula, num castelo tido por medonho pelos habitantes das circundezas. Harker quer pôr fim aos crimes do vampiro, mas acaba por sucumbir a um dos ataques do Conde. Será um amigo de Harker, o doutor Van Helsing, quem retomará as investigações, começando por descobrir que Lucy, noiva de Harker, fora também vampirizada. Este facto traz até ao castelo dois novos personagens, Arthur Holmwood, o irmão de Lucy, e a namorada, Mina, reforços úteis à tarefa de Van Helsing.


Para libertar Lucy da condenação eterna, Van Helsing espeta-lhe uma estaca no peito. No entanto, o conde contra-ataca e rapta Mina, com quem pretende fugir pelos subterrâneos do castelo. Conhecedor profundo do vampirismo, Van Helsing sabe os antídotos possíveis para este estado de coisas e, no meio da obscuridade em que Drácula vive, abre uma janela que deixa a luz penetrar nas trevas e destruir a figura do Conde. Com a morte de Drácula, Mina regressa à normalidade, desaparecendo nela todos os vestígios de um convívio mais íntimo com vampiro.
Nesta obra deve sublinhar-se sobretudo a qualidade dos décors, a beleza plástica dos enquadramentos, o jogo simbólico das múltiplas referências que Terence Fisher espalha ao longo da sua hora e meia. Os dois actores principais, que transitaram de Frankenstein, constroem personagens notáveis, quer o já referido Christopher Lee, no Conde Drácula, quer Peter Cushing, na figura de Van Helsing. Será de referir ainda a participação de Michael Gough, outro actor excelente. Christopher Lee serve-se maravilhosamente do seu físico imponente para, envolto numa capa negra que esconde mistérios e ameaças, nos surgir, pela primeira vez, no cimo de uma escadaria e mostrar desde logo quem comanda o jogo. A vítima caiu na teia que lhe foi montada. O arranque da obra é notável de eficácia e economia de meios. As imagens sugerem e o vermelho do sangue estende-se pelo ecrã conferindo-lhe negros presságios. O sangue é a morte, mas igualmente a cor da sensualidade que perpassa pelo filme de princípio ao fim. Terence Fisher transporta-nos habilmente para o universo de Bram Stoker, sem que esta seja a mais fidedigna das adaptações. Mas, introduzindo algumas modificações quanto à obra literária donde parte, os responsáveis conseguem manter-se fiéis ao espírito.
O colorido é outro dos aspectos a sublinhar, jogando com cores fortes que dominam outras matizadas. Quando Lucy ou Mina são sugadas, os vestidos, as camisas de dormir, são claras ou brancas, identificado uma pureza que não tardará irá ser maculada. É o vermelho do sangue que se insinua, pressagiando o contágio, antecipando a terrível condição de morto-vivo.
A atmosfera de um gótico fantástico é admiravelmente conseguida, quer através do tratamento dos cenários e do guarda-roupa, como pela própria interpretação dos actores e sobretudo pela realização que, paradoxalmente, se mostra de um rigor clássico sem mácula.


Dois anos depois (1960), Terence Fisher regressa ao mito, dirigindo “As Noivas de Drácula”, agora com um inexperiente David Peel na figura de vampiro, o barão Meinster. Peter Cushing, porém, mantém-se fiel à composição do célebre doutor Van Helsing, que prossegue a sua tenaz luta contra o vampirismo.
A história, nascida da colaboração de Jimmy Sangster, Peter Bryan e Edward Percy, foge um pouco ao esquema de Bram Stoker, ainda que mantenha figuras e situações. No castelo dos barões de Meinster, a baronesa mantém prisioneiro o filho. Mas uma professora a caminho da sua terra (Marianne Danielle) é obrigada a parar e passa a noite no castelo, descobrindo o prisioneiro e libertando-o. Os crimes começam desde logo, sendo a primeira vítima a própria baronesa. Marianne, em pânico, foge e é encontrada pelo Doutor Van Helsing, que a interna numa Academia de Raparigas, enquanto ele sai em perseguição do conde. Mas este consegue chegar até Marianne, propor-lhe casamento, e raptá-la. O filme aproxima-se do fim, quando Van Helsing consegue fechar Meinster num velho moinho, mantendo com ele uma luta, onde a água benta desempenha papel preponderante, bem como as sombras em forma de cruz das velas do moinho abandonado. Reduzido a pó, o barão de Meinter deixa de exercer a sua influência maligna sobre Marianne Danielle, que recobra a vida. Decididamente menos logrado, num plano estético e cinematográfico, “As Noivas de Drácula” mantem, todavia, uma visão psicanalítica e social do vampirismo, que se mostra extremamente interessante e sugestiva. A falta de Christopher Lee no protagonista é, contudo, manifesta.
Fisher voltaria a encontrar-se com a lendária figura do conde Drácula em 1964, com “Dracula, Prince of Darkness”. Como protagonista, de novo Christopher Lee. Filme que nunca estrearia em Portugal. Questões de censura, obviamente. A Hammer só regressaria ao mito, quatro anos depois, com “Dracula Has Risen from the Grave”, filme não muito satisfatório de um realizador nem sempre inspirado, Freddie Francis. Com um argumento inteligente e pitoresco de John lder, baseado (vagamente) no romance de Bram Stoker, “O Sinal de Drácula” não aproveitou condignamente as potencialidades da base literária donde parte.

O HORROR DE DRÁCULA
Título original: Dracula ou Horror of Dracula
Realização: Terence Fisher (Inglaterra, 1958); Argumento: Jimmy Sangster segundo o romance de Bram Stoker; Produção: Michael Carreras, Anthony Hinds, Anthony Nelson Keys; Música: James Bernard; Fotografia (cor): Jack Asher; Montagem: Bill Lenny; Design de produção: Bernard Robinson; Direcção artística: Bernard Robinson; Guarda-roupa: Molly Arbuthnot; Maquilhagem:  Philip Leakey, Henry Montsash; Direcção de Produção: Don Weeks; Assistentes de realização: Robert Lynn, Tom Walls; Departamento de arte: Arthur Banks, Charles Davis, Mick Lyons; Som: Jock May, Claude Hitchcock; Efeitos especiais: Sydney Pearson, Les Bowie; Companhia de produção: Hammer Film Productions; Intérpretes: Peter Cushing (Dr. Van Helsing), Christopher Lee (Dracula/Donde Drácula), Michael Gough (Arthur), Melissa Stribling (Mina Holmwood), Carol Marsh (Lucy Holmwood), Olga Dickie (Gerda), John Van Essen (Jonathan), Valerie Gaunt (noiva do vampiro), Olga Dickie (Gerda), John Van Eyssen (Jonathan Harker), Janina Faye (Tania), Barbara Archer (Inga), Charles Lloyd Pack, George Merritt, George Woodbridge, George Benson, Miles Malleson, Geoffrey Bayldon, Paul Cole, etc. Duração: 82 minutos; Distribuição em Portugal: Warner Home Video; Classificação etária: M/ 12 anos; Data de estreia em Portugal:

TERENCE FISHER (1904-1980)
Terence Fisher nasceu a 23 de Fevereiro de 1904, em Londres, Inglaterra, e vira a falecer em 18 de Junho de 1980, em Twickenham, Londres, Inglaterra, vítima de ataque cardíaco. Ensinado por uma avó, numa rígida educação religiosa do chamado Cristianismo Científico, Terence Fisher mal acabou a escola passou a embarcado na marinha mercante. Deixou o mar e passou por vários empregos até chegar à indústria cinematográfica. Um dia, solicitou a J. Arthur Rank Studios a possibilidade de ser montador e foi aceite. Já com 43 anos, estreou-se como realizador na comédia “Coronel Bogey” (1948). A partir daí intercalou filmes de classe A, como “Veneno de Amor” (1950), segundo Noel Coward, “Uma Atrevida Aventura” (1950) com Jean Simmons e Dirk Bogarde ou “Retrato da Vida” (1948), com Herbert Lom, com outros de série B que lhe iam assegurando o ordenado para manter mãe e irmã.
Com 52 anos, a produtora Hammer Studios encomendou-lhe uma nova versão de “Frankenstein” (1931), cujos direitos tinha adquirido à Universal. Como resultado, “A Máscara de Frankenstein” (1957) bateu todos os recordes de bilheteira, Terence Fisher foi descoberto pela crítica internacional, e dois actores, Peter Cushing e Christopher Lee, entraram na lenda do cinema fantástico. A Hammer tornou-se um estúdio de culto, e para o sucesso terá contribuído em muito o facto de o filme ser rodado num voluptuoso Tecnicolor, a primeira vez que tal acontecia e que conferia ao terror um lado sangrento terrificante. Mas a arte e o bom gosto (gótico) de Terece Fisher muito contribuíram para o sucesso. Conta-se que Fisher se recusou a ver a versão de James Whale, com receio de se deixar influenciar e deste modo criar algo inteiramente novo. Seguiram-se novas versões de outros mitos da literatura e do cinema fantástico e Fisher assegurou uma reputação, consagrada pelo público e pela crítica. 
Dirigiu Peter Cushing por 14 vezes e Christopher Lee por 12. Formaram uma equipa de uma homogeneidade e eficácia notável.

Filmografia:
Como cineasta
1948: Coronel Bogey; Retrato Da Vida (RETRATO da Vida); Para o Perigo Público (Curta-metragem); Song for Tomorrow; 1949: O Coração Espantado (Veneno de Amor); Marry Me UO The Marriage Bureau; 1950: So Long na Feira ((Uma Atrevida Aventura)); 1951: Início de Perigo; 1952: Stolen rosto (A Máscara do Desejo); Asas de perigo; O Jogador ea Senhora (NAO creditado, NEM Confirmado); Quatro Triângulo lados; Trompete Distante; A última página UO Man Bait; 1953: Manthap; Spaceways (Viagem Espacial); Blood Orange; 1953-1955: Douglas Fairbanks, Jr., Presents (série de TV) (5 episodios); 1954: Nomeação Final; Encare o Musi; The Stranger Came Home; Máscara de poeira (O Circuito da Morte); Murder by Proxy; Três é demais (episodios "The Surgeon" r "Tome um número"); 1955: Crianças Galore; Atribuição roubado; A falha; 1956: The Last Man para desligar; O Gelignite Gang (NAO creditado); A Dívida; Uma Questão de Honra; The Knife Invisível; Coronel março de Scotland Yard (série de TV) (1 episodio); ITV Television Playhouse (série de TV) (1 Episodio: Stolen rosto); Atribuição Legião Estrangeira (série de TV) (2 episodios); 1956-1957: As Aventuras de Robin Hood (série de TV) (11episódios); 1957: Kill Me Tomorrow; The Curse of Frankenstein (A Máscara de Frankenstein); As Aventuras de Clint e Mac (série de TV); The Gay Cavalier (série de TV) (3 episodios); Sword of Freedom (série de TV) (2 episodios); 1958: The Revenge of Frankenstein (A Vingança de Frankesntein); Horror of Dracula (O Horror de Drácula); 1959: The Mummy (A Múmia); O Cão dos Baskervllle (O Cão dos Baskervilles); Os Stranglers de Bombay (Como Estranguladoras); O homem que poderia enganar a Morte (O Homem Que Enganou a Morte); Disque 999 (série de TV) (8 episodios); 1960: As Noivas de Drácula (como Noivas de Drácula); Sword of Sherwood Forest (Uma Aventura de Robin dos Bosques); As Duas Faces do Dr. Jekyll (As Duas Faces fazer Dr. Jekyll); 1961: A Maldição do Lobisomem (A Maldição do Lobisomem); Mãos do Diabo (Curta-metragem); 1962: The Phantom of the Opera (O Fantasma fa Ópera); 1963: Sherlock Holmes Und Das Halband Des Todes (Sherlock Holmes EO Colar da Morte); 1964: O horror de tudo isso; O Gorgon (A Morte Passou Por Perto); A Terra morre gritando; 1965: Ilha do Terror; Drácula, Prince Of Darkness (Drácula, Príncipe das Trevas); 1966: Frankenstein Criou a Mulher (Frankenstein CRIOU A Mulher); 1967: Night of the Big Calor; 1968: The Devil Rides Out; 1969: Frankenstein Must Be Destroyed (O Barão de Frankenstein); 1973 Frankenstein eo Monstro do Inferno (Frankenstein EO Monstro do Inferno); 1991 Robin Hood: The Movie (vídeo).

Hammer Films
William Hammer (*) criou a “Hamrner Productions Ltd.”, em 1934, em associação com a “British Lion”. O primeiro filme foi “The Public Life of Henry, the Ninth”. No mesmo ano, e de colaboração com Enrique Carreras, funda a “Exclusiva Films”, distribuidora de filmes ingleses e americanos. Até ao início da II Guerra Mundial as duas companhias funcionam regularmente. Durante a guerra, Hammer limita as suas actividades ao teatro, até que em 1946 renova a ”Exclusive Films”, alargando as suas actividades à produção de filmes, agrupando além de William Hammer e do seu filho, Anthony Hammer (que adopta os pseudónimos de Anthony Hinds, como realizador, e John Elder ou Henry Younger, como argumentista), Enrique e James Carreras. Adaptam então ao cinema uma série de folhetins radiofónicos populares, como “The Man in Black”, “Life with the Lyons” ou “Dick Barton's Special Agent”. Em Novembro de 1947, fundam uma nova companhia, a Hammer Film Prod., com sede e estúdios modestos em Bray, junto ao Tamisa.
Durante a década de 50, a Inglaterra recupera lentamente da depressão económica provocada pela guerra. 1956 é o ano-chave para a Hammer: Val Guest realiza a adaptação cinematográfica de um folhetim da BBC-Televisão, “The Quatermass Experiment”. O extraordinário êxito obtido por esta história fantástica, um mutante que se transforma em organismo gelatinoso e que se alimenta de sangue humano, é o indicativo para a companhia de que existe um mercado internacional para filmes do género. Decide assim readaptar alguns dos grandes clássicos do terror.
Este facto vem também confirmar a teoria que relaciona os momentos altos do cinema de terror com situações complexas de falta de estabilidade socioeconómica das sociedades e demonstra ao mesmo tempo o poder libertador da fantasia. Ao ambiente angustiante vivido na realidade alia-se a opressão figurativa que, devido ao seu forte atractivo plástico, faz esquecer os problemas do quotidiano, os problemas pessoais, as repressões. E uma libertação do espírito pelo grito, pela fuga ao real e por uma série de modificações psicofisiológicas. Para além disso, outros factores influenciavam o interesse do tema: a não existência, para além de algumas tentativas isoladas e sem futuro, do que se poderia chamar nos últimos 20 anos um grande “clássico” do cinema fantástico; um grande público jovem interessado e ignorando esses “clássicos” (não reeditados até então por diversas razões), disposto a aceitar os filmes do novo género, rodados segundo técnicas modernas (a cor, os novos formatos, novas tecnologias…) e trazendo o fantástico à realidade diária.
Em Novembro de 1956, inicia-se a rodagem de “The Curse of Frankenstein”, primeiro filme de terror britânico a cores, tentando renovar as grandes tradições da “Universal” dos anos 30. Terence Fisher como realizador, Peter Cushing e Christopher Lee como actores, e uma equipa unida de técnicos responsáveis é uma das características de produção da Hammer Films. É por este espírito de equipa que não se pode desligar a obra de Fisher da Hammer assim como acontecera com James Whale e a Universal. No entanto, e apesar de integrado nesta forma de produção, Fisher conseguiu destacar-se por um talento criador inato, grandes conhecimentos da técnica cinematográfica do género e, principalmente, pelo sentido eficaz, de um claro classicismo, dos seus filmes. São estes factores que nos permitem falar de “um filme de Fisher”, mais do que de uma “obra da Hammer”, como acontece na maioria das outras produções. A sua obra denota sempre uma ruptura com as normas clássicas dos personagens que faz reviver. Embora homenageando constantemente os seus antecessores, os seus “monstros” ou seres fantásticos assumem uma nova dimensão, mais adequada à época em que “ressuscitam” e, ao mesmo tempo, mais aproximada das figuras literárias em que se baseiam. O seu Frankenstein, embora monstro, perde o seu carácter fantasmagórico para se transformar num verdadeiro “puzzle” de membros enxertados; o seu Drácula perde a imagem espectral de Lugosi para se transformar numa personagem senhorial dotada de uma carga potencial de erotismo subconsciente; o seu Mr. Hyde é um ser vulgar, mundano, que escolhe as suas vítimas num “cabaret” ou na rua. As personagens perdem a “inocência” dos primeiros tempos. Fisher aborda sem complexos todos os tabus que costumam rodear não só o cinema fantástico como todos os outros géneros cinematográficos. Nos seus filmes aparecem cenas explícitas de incesto (“The Brides of Dracula”), o masoquismo (“The Brides of Dracula”), a homossexualidade tanto feminina como masculina (“The Horror of Dracula”, “The Brides of Dracula”), todos os tipos de sadismo (estrangulamentos, mutilações, violações, crucificações, lapidações, enforcamentos), o fetichismo (“The Mummy”), o desejo sexual de mortos em relação a pessoas vivas (“The Mummy”), o exibicionismo, as orgias, ou seja, tudo aquilo que parecia inimaginável nos anos 30, toda uma série de elementos que, sem dúvida, contribuíram grandemente para o auge do cinema fantástico - e do que não o é - dos nossos dias.
Fisher introduziu também nos seus filmes a cor. E um tipo de colorido, o Technicolor, que faz com que os mantos dos vampiros sejam mais negros, que os contrastes luminosos nos apareçam mais sinistros e o sangue mais sangue. Constante de toda a obra fisheriana, o vermelho, é o elemento vital que transborda, invade o “écran”, inundando irremediavelmente o mundo dos personagens, actuando como elemento purificador. Quando mais tarde homenagearam este estúdio chamaram-lhe “Hammer: The Studio That Dripped Blood!”.
"A Máscara fazer Frankenstein" tapa Varia Sequel: The Revenge of Frankenstein (1959), The Evil of Frankenstein (1964) Frankenstein CRIOU uma Mulher (1967), Frankenstein Must Be Destroyed (1969), The Horror of Frankenstein (1970) Frankenstein UO EO Monstro do Inferno (1974). Quanto a "O Horror ELES Drácula" continuou a vampiresca SUA Ameaça Entre 1960 e 1974: As Noivas de Drácula (1960) Dracula: Prince of Darkness (1966) Dracula Has Risen from the Grave (1968), Taste the Blood of Dracula (1969 ) Scars of Dracula (1970) Dracula AD 1972 (1972), os ritos satânicos de Drácula (1973), A Lenda dos 7 Vampiros de Ouro (1974).
OUTROS Filmes Importantes Desta Produtora FORAM: A Múmia (1959), O Cão dos Baskervilles (1959), As Duas Faces da Doctor Jekyll (1960), O Fantasma da Ópera (1962), The Devil Rides Out (1967), etc .

(*) William Hammer (1887 – 1957) produtor dinâmico de espectáculos de variedades, revistas e operetas, proprietário de diversos teatros em toda a Inglaterra e actor. Começou a sua carreira com uma cadeia de lojas de bicicletas e cabeleireiro.


SESSÃO 14 (dupla): 6 DE MAIO DE 2014


A Máscara de Frankenstein (1957)

“The Curse of Frankenstein”, de 1957, marca uma data especial na história do cinema, por diversos aspectos. Na verdade, havia sido a Universal Studios, durante a década de 30, que havia dado o primeiro grande impulso ao cinema fantástico, com base na adaptação de alguns clássicos da literatura, como Frankenstein, Drácula, o Homem Lobo, A Múmia, entre outros. “Frankenstein”, de 1931, assinado por James Whale, havia sido o primeiro da série, lançando Boris Karloff na personagem do monstro (ou da “criatura”, como ficaria conhecida). Este filme seria seguido por alguns outros, como “A Noiva de Frankenstein” (1935) ou “O Filho de Frankenstein” (1939), falando só da personagem criada por Mary Shelley, mas, posteriormente, o género fantástico entrara numa progressiva decadência durante as décadas de 40 e 50, perdendo o interesse das plateias mundiais.
Em meados dos anos 50, em Inglaterra, uma produtora não muito conhecida, a Hammer Films, resolveu investir de novo neste tipo de filmes, mas renovando-os completamente e recriando-os sob uma nova óptica. Comprou os direitos à Universal e lançou-se no projecto de adaptar “The Curse of Frankenstein”, com argumento final de Jimmy Sangster e entregando a realização a Terence Fisher. Esta nova versão não queria ter nada a ver com as obras da década de 30, e por isso introduziram variantes consideráveis. A maior das quais, no caso de “The Curse of Frankenstein”, foi desviar a atenção da “criatura” e centrá-la na personagem do Barão Victor Frankenstein, contrariando um pouco a tendência popular de chamar Frankenstein à criatura e não ao cientista que a criara. Isso permitia a Peter Cushing, o actor escolhido para interpretar o papel do Barão, um trabalho invulgar, de rigor e contenção, que o tornaria a partir daí um actor de culto, bem assim como Chistopher Lee, a quem foi entregue o ingrato papel de monstro criado no laboratório de lunático (ou visionário?) que se quis substituir ao papel da natureza. Mas as alterações não se ficaram por aí. As adaptações ao espírito do tempo foram múltiplas, e algumas também tiveram a ver com a evolução tecnológica. Os filmes de finais dos anos 50 utilizavam um Technicolor luxuriante, onde o vermelho do sangue criava um ambiente de horror muito mais realista. Mas, fundamentalmente, foi o retrato das personagens que evoluiu de forma a adequá-las a uma nova época, o que foi sobretudo notado na posterior versão de “Drácula”, com um sedutor vampiro, bastante afastado do estilo algo sobrecarregado de Bela Lugosi.


Rodado entre 19 de Novembro de 1956 e 3 de Janeiro de 1957, e estreado ainda neste ano, “The Curse of Frankenstein” tornar-se-ia rapidamente no maior êxito de bilheteira do cinema inglês até aí, e posteriormente ainda durante baste tempo. Este sucesso iria catapultar o cinema fantástico de novo para ribalta das produções internacionais e as obras protagonizadas pelos mitos tradicionais do fantástico, e por muitos outros entretanto surgidos da imaginação de argumentistas, multiplicaram-se nas décadas seguintes. Falando só de Frankenstein, as sequelas da Hammer foram várias: “The Revenge of Frankenstein” (1958), “The Evil of Frankenstein” (1964), “Frankenstein Created Woman” (1967), “Horror of Frankenstein” (1970) ou “Frankenstein and the Monster from Hell” (1973).
O argumento de “The Curse of Frankenstein” aproxima-se e afasta-se de Mary Shelley consoante as cenas. Passado em 1880, vamos encontrar o Barão de Frankenstein na prisão, aguardando a sua execução na manhã seguinte e confessando a um padre a história da sua vida. Todo o filme se organiza assim num longo flashback, que vai encontrar Victor Frankenstein adolescente, quando aceita como tutor e professor Paul Krempe, iniciando-se assim uma amizade e cumplicidade científica que vai prolongar-se por décadas. Frankenstein dispõe de um laboratório no seu vetusto palácio, onde investiga a forma de ressuscitar mortos, o que consegue com um cão, aventurando-se depois ao seu grande sonho. Criar um ser vivo. Recupera o corpo de um sentenciado à forca, as mãos de um pianista entretanto falecido, o cérebro de um cientista que foi obrigado a falecer para o efeito. Mas, nesta altura, já Paul Krempe se rebelara contra as experiências e, de uma luta entre ambos, resulta um cérebro danificado e, necessariamente, uma “criatura” descontrolada, com instinto assassinos. A história progride, até o filme regressar ao cárcere e dar por encerrado o flashback.
A realização de Terence Fisher é sóbria e segura, criando um excelente clima gótico, quer pelos bem concebidos cenários e guarda-roupa, de bom gosto e cuidada reconstituição, quer pelo próprio ritmo imposto, criando uma progressiva ansiedade. O palácio e os seus interiores, a paisagem circundante, os túmulos e os cadáveres, o aparecimento de órgãos isolados (as mãos, os olhos, o cérebro…), tudo isso vai criando uma atmosfera de violência, a que a insensibilidade do Barão, cego na sua ânsia de criar um ser novo, de se equiparar ao Criador, torna mais cruel todos os passos. Pode dizer-se que, hoje em dia, a violência visível neste “The Curse of Frankenstein” é extremamente “ingénua” se comparada com o “gore” presente nos modernos filmes de terror. É conveniente, todavia, colocar a obra no ano em que se estreou e compreender o impacto que então desencadeou. Para muitos, como é por exemplo o meu caso, este tipo de fantástico, mais psicológico do que excessivamente exteriorizado pelo sangue derramado, funciona muito melhor. É mais sóbrio, mais contido, mais propício a leituras psicanalíticas e sociológicas do que a exposição descarnada de alguns talhos cinematográficos que exploram os mais primários instintos dos espectadores.

A máscara de Frankenstein
Título Original: The Curse of Frankenstein
Realização: Terence Fisher (Inglaterra, 1957); Argumento: Jimmy Sangster, segundo romance de Mary Shelley; Produção: Michael Carreras, Anthony Hinds, Anthony Nelson Keys, Max Rosenberg; Música: James Bernard; Fotografia (cor): Jack Asher; Montagem: James Needs; Casting: Dorothy Holloway;  Design de produção: Bernard Robinson; Direcção artística: Ted Marshall; Guarda-roupa: Molly Arbuthnot; Maquilhagem: Philip Leakey, Henry Montsash; Direcção de Produção: Don Weeks, James Carreras; Assistentes de realização: Derek Whitehurst, Hugh Harlow, Jimmy Komisarjevsky; Departamento de arte: Arthur Banks, Don Mingaye, Tom Money, Fred Ricketts; Som: Jock May; Efeitos visuais: Les Bowie; Companhias de produção: Hammer Film Productions, Warner Bros. Pictures inc.; Intérpretes: Peter Cushing (Victor Frankenstein), Hazel Court (Elizabeth), Robert Urquhart (Paul Krempe), Christopher Lee (criatura), Melvyn Hayes (jovem Victor), Valerie Gaunt (Justine), Paul Hardtmuth (Professor Bernstein), Noel Hood, Fred Johnson, Claude Kingston, Alex Gallier, Michael Mulcaster, Andrew Leigh, Ann Blake, Sally Walsh, Middleton Woods,  Raymond Ray, Josef Behrmann, Henry Caine, Trevor Davis, Marjorie Hume, Ernest Jay, Eugene Leahy, Bartlett Mullins, Raymond Rollett, etc. Duração: 82 minutos; Distribuição em Portugal: inexistente; Cópia disponível (DVD): Warner Home Vídeo (Brasil); Classificação etária: M/ 12 anos; Data de estreia em Portugal: 11 de Novembro de 1957.

Christopher Lee (1922 -)
Christopher Frank Carandini Lee nasceu em Belgravia, Londres, Inglaterra, a 27 de Maio de 1922 (no mesmo dia em que Vincent Price nasceu e um dia antes de Peter Cushing, que se tornaria um dos seus grandes amigos). Estudou no Wellington College e no King's College de Eton. Fala com fluência oito línguas. De 1940 a 1945, combate pela R.A.F. Ingressa na Rank Organisation em 1947. Actua em numerosos filmes como secundário, até que, em 1957, interpreta com êxito assinalável, uma nova versão do monstro de Frankenstein, “Curse of Frankenstein”, de Terence Fisher, já na Hammer Films, onde, ao lado de Peter Cushing, se torna um actor de culto. A sua extraordinária caracterização como Conde Drácula, favorecida pela silhueta esguia e os traços angulosos do rosto, valeram-lhe a fama, o interesse do público e o destaque da crítica. Conta assim, como tudo aconteceu: “Ainda não sei muito bem como me tornei especialista deste tipo de cinema fantástico. Uma tarde, quando estava no escritório do meu agente em Londres, ele disse-me que iam rodar um “Frankenstein” em Inglaterra e que era a Hammer que tinha comprado os direitos. Eu não sabia de nada. Já tinha visto alguns filmes de terror, que me tinham aterrorizado, como toda a gente, quando tinha quinze anos. Parece-me que com o Boris Karloff. O meu agente perguntou-me se me interessava. Claro que sim, respondi. Primeiro porque é preciso viver, trabalhar. Então propôs-me o papel de monstro de Frankenstein. Porque não? Descobri rapidamente que era um personagem apaixonante, quase um papel de mímica. Sabia um pouco dessas coisas e tinha a altura do personagem. Então, não foi para mim senão um novo papel, uma nova criação e eu não via “The Curse of Frankenstein” de outra maneira”. (Christopher Lee - M. M. Fantastique, nº14).
A partir de certa altura, começa a ser requisitado por alguns grandes cineastas, tanto ingleses como americanos, para lá do seu mestre Terence Fisher: Richard Lester, Steven Spielberg, George Lucas, Tim Burton, Peter Jackson, etc.  
Em 2009, foi condecorado com a Ordem do Império Britânico, pelo seu contributo à arte dramática. Em 2011 foi condecorado pelo governo francês com a Comenda das Artes e das Letras. Numa recente votação da televisão inglesa, Sir Christopher Lee foi considerado o 31º maior actor de sempre, à frente de nomes como John Wayne, Michael Caine ou Humphrey Bogart. Com 1,96 de altura, foi considerado o actor-protagonista mais alto da história do cinema. Ele e a mulher eram amigos inseparáveis de Boris Karloff e da mulher deste, porque viviam em Londres em casa vizinhas.
Vindo de uma família aristocrática, tendo tido um padrasto banqueiro, Chris teve uma cuidada educação. Homem de grande cultura e bom gosto, é dado à leitura e à música, tendo colaborado com grupos musicais e editado um disco de canções, "Christopher Lee: Revelation". Admirador de J.R.R. Tolkien, conhecia toda a sua obra, antes de ser chamado a interpretar a trilogia “O Senhor dos Anéis” ou “The Hobit”. Nessa altura, foi mesmo por vezes consultado como conselheiro.
Uma vez, durante as filmagens de “O Horror de Drácula” (1958), Chris tinha que levar ao colo uma actriz para a colocar no túmulo. A actriz era pesada demais e acabou caindo no túmulo, juntamente com o actor. “Eu não interpreto mais monstros”, disse um dia, e acrescentou: “Drácula é diferente, é uma personagem muito excitante”. Mas, tempos depois corrigiu: “Há muitos vampiros hoje em dia no mundo – basta pensar na indústria dos filmes”.

Filmografia (não exaustiva; na totalidade cerca de 280 títulos, entre cinema, televisão e jogos de vídeo)
Como ator (Drácula Personagem na): 1958: Horror of Dracula (Horror of Dracula O), Terence Fisher; 1965: Dracula: Prince of Darkness (Drácula, o Príncipe das Trevas), Terence Fisher; 1968: Drácula subiu de sua sepultura (O Sinal Dracula), Freddie Francis; 1969: Taste the Blood of Dracula (Drácula provem ou Sangue), Peter Sasdy; 1970: o Conde Drácula (Drácula, o Príncipe das Trevas O), Jesus Franco; 1970: Cuadecuc, Vampir, Pere Portabella; 1970: One More Time (O Morto foi ou Outro) Jerry Lewis; 1970: Cicatrizes de Drácula (Scars of Dracula As) Roy Ward Baker; 1972: Dracula AD 1972 (Drácula 72), Alan Gibson; 1974: Os ritos satânicos de Drácula, Alan Gibson; 1976: Drácula père et fils (Drácula Pai e Filho) de 'Édouard Molinaro
Produções da Hammer Film onde apareceu: 1957: The Curse of Frankenstein (A Máscara de Frankenstein), de Terence Fisher; 1958: Horror of Dracula (O Horror de Drácula), de Terence Fisher; 1959: The Hound of the Baskervilles (O Cão dos Baskervilles), de Terence Fisher; The Mummy (A Múmia), de Terence Fisher; The Man Who Could Cheat Death (O Homem Que Enganou a Morte), de Terence Fisher; 1960: The Two Faces of Dr. Jekyll (As Duas Faces do Dr. Jekyll), de Terence Fisher; 1961: Taste of Fear ou Scream of Fear (O Sabor do Medo), de Seth Holt; 1962: The Pirates of Blood River (Os Piratas do Rio Sangrento), de John Gilling; 1964: The Devil-Ship Pirates (O Barco Dos Piratas), de Don Sharp; The Gorgon (A Morte Passou Por Perto), de Terence Fisher; 1965: She (A Deusa da Cidade Perdida), de Robert Day; Dracula: Prince of Darkness (Drácula, Príncipe das Trevas),  de Terence Fisher; 1966: Rasputin: The Mad Monk (Rasputine, o Monge Louco), de Don Sharp; 1968: Dracula Has Risen From His Grave (O Sinal de Drácula), Freddie Francis; 1970: Taste the Blood of Dracula (Provem o Sangue de Drácula), de Peter Sasdy; Scars of Dracula (As Cicatrizes de Drácula), Roy Ward Baker; 1972: Dracula A.D. 1972 (Dracula 72), de Alan Gibson; 1974: The Satanic Rites of Dracula, de Alan Gibson; 1976: To the Devil a Daughter (O Emissário do Diabo),  de Peter Sykes;
Filmes interpretados com Peter Cushing: 1948: Hamlet, de Laurence Olivier; 1952: Moulin Rouge, de John Huston, 1957: The Curse of Frankenstein, de Terence Fisher; 1958: Horror of Dracula, de Terence Fisher; 1959: O Cão dos Baskervilles, de Terence Fisher; A Múmia, de Terence Fisher; 1961: O agente do diabo, de John Paddy Carstairs; 1964: O Gorgon, de Terence Fisher; 1965: Casa do Dr. Terror of Horrors) de Freddie Francis; Ela) de Robert Day; A Caveira (A Caveira), de Freddie Francis; 1967: Night of the Big Calor, de Terence Fisher; 1969: Grito Again and Again, de Gordon Hessler; 1970: A casa que derramou sangue (A Casa Que Escorria Sangue), de Peter Duffell; 1971: I, Monster, de Stephen Weeks; 1972: Nothing But the Night, de Peter Sasdy; Dracula AD 1972, de Alan Gibson; 1973: A Carne Viva, de Freddie Francis; Horror Express, de Eugenio Martin; 1979: Aventura árabe (O Tapete Voador) de Kevin Connor; 1983: Le Manoir de la Peur, de Pete Walker; 
Outras  interpretações importantes: 1946-1947: estreia em Kaleidoscope (série de TV); 1950: Captain Horatio Hornblower R.N (O Mundo nos seus Braços), de Raoul Walsh; 1952: The Crimson Pirate (O Pirata Vermelho), de Robert Siodmak; 1955: That Lady (A Favorita do Rei), de  Terence Young; Storm Over The Nile (As Quatro Penas), de  Zoltan Korda e Terence Young;  1956: Moby Dick (Moby Dick), de John Huston; The Battle of The River Plate (A Batalha do Rio da Prata), de Michael Powell; Beyond Mombasa (Ao Sul de Mombasa), de Georges Marshall;  I'll Met By Moonllght (Perigo Nas Sombras), de M. Powell e E. Pressburger;  1957-Bitter Victory (Vitória Amarga), de Nicholas Ray;  Tale Of Two Cites (A Sombra da Guilhotina), de Ralph Thomas; Ercole Al Centro Della Terra (Hercules Contra os Vampiros), de  Mário Bava; Dr. Terror's House of Horrors (O Comboio Fantasma), de Freddie Francis; The Face Of Fu-Manchu (O Misterioso Dr. Fu-Manchu), de Don Sharp; The Theatre Of Death (O Teatro da Morte), de Sam Gallu; The Brides Of Fu-Manchu (As Noivas de Fu-Manchú), de Don Sharp; The Curse Of Crimson Altar (A Maldição do Altar Vermelho), de  Vernon Sewell; 1970-The Oblong Box (O Caixão), de Gordon Hessler; Scream And Scream Again, de  Gordon Hessler; 1973: Os Três Mosqueteiros (The Three  Musketeers), de de Richard Lester;  The Wicker Man (O Sacrifício), de Robin Hardy; The Creeping Flesh (Em Carne Viva), de Freddie Francis; Dark Places (A Maldição da Mansão Sombria), de Don Sharp: 1974: The Man with the Golden Gun (007 - O Homem da Pistola Dourada), de Guy Hamilton; The Four Musketeers (Os Quatro Mosqueteiros – A Vingança de Milady), de Richard Lester; 1976: To the Devil a Daughter (O Emissário do Diabo), de Peter Sykes; 1977: Airport '77 (Aeroporto 77), de Jerry Jameson;  1978: Caravans (Caravanas), de James Fargo; 1979: 1941 (1941 - Ano Louco em Hollywood), de Steven Spielberg;  The Passage (A Passagem), de J. Lee Thompson; 1983: House of the Long Shadows (A Noite das Facas Longas), de Pete Walker; 1989: The Return of the Musketeers (O Regresso dos Três Mosqueteiros), de Richard Lester; 1990: Gremlins 2: The New Batch (Gremlins 2: A Nova Geração), de Joe Dante;  1992: The Young Indiana Jones Chronicles (Indiana Jones - Crónicas da Juventude), de Steven Spielberg;  (Série de TV);  1999: A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (Sleepy Hollow), de Tim Burton; 2001: O Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring), de  Peter Jackson; 2002: The Lord of the Rings: The Two Towers (O Senhor dos Anéis - As Duas Torres), de Peter Jackson; Star Wars: Episódio II - O Ataque dos Clones (Star Wars: Episode II - Attack of the Clones), de George Lucas; 2003: The Lord of the Rings: The Return of the King (O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei) , de Peter Jackson; 2005: Corpse Bride (A Noiva Cadáver), de Tim Burton e Mike Johnson; Charlie e a Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), de Tim Burton; 2005: Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith (Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith), de George Lucas; 2007: The Golden Compass (A Bússola Dourada), de Chris Weitz; 2008: Star Wars - A Guerra dos Clones (Star Wars: The Clone Wars), de George Lucas; 2010: Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), de Tim Burton; 2010: Dark Shadows (Sombras da Escuridão), de Tim Burton; 2011: A Invenção de Hugo (Hugo), de Martin Scorsese; 2012: O Hobbit: Uma Viagem Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey), de  Peter Jackson; 2013: Comboio Nocturno para Lisboa (Night Train to Lisbon)), de  Bille August; 1914: The Hobbit: There and Back Again, de Peter Jackson (em rodagem).

Peter Cushing (1913-1994)
Peter Wilton Cushing nasceu a 26 de Maio de 1913, em Surrey, Inglaterra, e faleceu a 11 de agosto de 1994, em Canterbury, Inglaterra, aos 81 anos. Casado com Violet Helene Beck (1943–1971). Uma tia actriz iniciou-o na arte de representação, desde muito cedo. Interessava-se também pelo desenho. Estudou na Guildhall School of Music and Drama, de Londres. Muda-se para Hollywood, em 1939, onde se estreia no cinema, em “O Homem da Máscara de Ferro” (The Man in the Iron Mask), nesse mesmo ano. Em Nova Iorque passou pela Broadway e depois por palcos do Canadá. Regressa a Inglaterra, durante a II Guerra Mundial, contribuindo com a sua colaboração na Associação de Serviços Militares de Entretenimento.
Depois da guerra, surge no filme de Laurence Olivier, “Hamlet”. Durante a década de 50, foi um rosto popular na televisão, mas tornou-se célebre a trabalhar para a Hammer Film Productions, em novas versões de mitos do cinema fantástico, como Frankenstein ou Drácula, quase sempre sob as ordens de Terence Fisher. As suas composições de Sherlock Holmes, Barão Frankeinstein ou Van Helsing ficaram lendárias. Trabalhou inúmeras vezes com o seu amigo Christopher Lee. Durante várias décadas, alimentou o fantástico inglês. George Lucas chamou-o para actura em “Star Wars Episode IV: A New Hope” (1977). Em 1989, foi nomeado Oficial do Império Britânico em reconhecimento das suas contribuições para a profissão de actor, no Reino Unido e internacionalmente. Lutou contra o cancro da próstata durante doze anos. Diagnosticado em 1982, recusou a cirurgia, retirou-se para Whitstable, no Kent, para uma casa à beira-mar, e escreveu duas autobiografias e dedicou-se a uma das suas paixões, as aves. Pintou aguarelas e ilustrou o livro infantil de Lewis Carroll. Era patrono da Sociedade Vegetariana. Morreu a 11 de Agosto de 1994, neste caso de “doença prolongada”.

Filmografia
Como ator

1939: O Homem da Máscara de Ferro (O Homem da Máscara de Ferro), de James Whale; 1940: Laddie, de Jack Hively; Vigília na Noite, de (Noites de Angústia), de George Stevens; 1940: Um Chump em Oxford (Campeões de Oxford), de Alfred J. Goulding; O Mestre Invisível (Curta-metragem); Mulheres em Guerra (Mulheres na Guerra), de John H. Auer; Os Howards de Virginia (Paixão da Liberdade), de Frank Lloyd; Sonhos: Primeiro Dreamer (Curta-metragem); 1941: Não se atrevem Love (APOS uma Derrota); de James Whale, Victor Fleming, Charles Vidor; 1948: Hamlet (Hmlet), de Laurence Oliver; 1951: BBC Sunday Night Theatre: Eden End (TV); 1951: Quando nos casamos (TV); 1952: Se isto é erro (TV); BBC Sunday Night Theatre: Bird in Hand (TV); Orgulho e Preconceito (série de TV); 1952: Moulin Rouge (Moulin Rouge), de John Huston; The Swan Prata (TV); Asmodée (TV); 1953: Viveiro Nook (TV); Um Sucesso Social (TV); You Are There (Série de TV); Epitaph for a Spy (série de TV): O Nobre espanhol (TV); 1953-1957: BBC Sunday Night Theatre (VÁRIOS TV episodios); 1954: The Face of Love (TV); Nineteen Eighty-Four (TV); O Black Knight (O Cavaleiro do Rei Artur), de Tay Garnett; 1955: The Creature (TV); 1955: A Versão Browning (TV); The End of the Affair (O ​​Fim da Aventura), de Edward Dmytryk; Magia Fogo (Fogo Mágico), de William Dieterle; Richard de Bordeaux (TV); 1956: Alexandre, o Grande (Alexandre, o Grande), de Robert Rossen; 1957: Início de Sete (TV); Tempo Without Pity (Tempo Impiedoso), de Joseph Losey; The Curse of Frankenstein (A Máscara de Frankenstein), de Terence Fisher; O Abominável Homem das Neves (O Abominável Homem das Neves), de Val Guest; 1958: o tio Harry (TV); The Winslow Boy (TV); Horror of Dracula (O Horror de Drácula), de Terence Fisher; Parque violento, de Basil Dearden; A Vingança de Frankenstein (A Vingança de Frankenstein), de Terence Fisher; 1959: O Cão dos Baskervilles (O Cão dos Baskervilles), de Terence Fisher; John Paul Jones, de John Farrow; The Mummy (A Múmia), de Terence Fisher; 1960: a carne e os Demônios, de John Gilling; Cone do Silêncio, de Charles Frend; As noivas de Dracula (como Noivas de Drácula), de Terence Fisher; O suspeito, de John Boulting, Roy Boulting; Sword of Sherwood Forest (Uma Aventura de Robin dos Bosques), de Terence Fisher; 1961: Dinheiro on Demand, de Quentin Lawrence; O Hellfire Club (O Clube do Diabo), de Robert S. Baker, Monty Berman; Fúria em Smugglers 'Bay (O Mar das Tormentas), de John Gilling; O Nacked Edge, de Michael Anderson; 1962: Capitão Clegg (Taberna Maldita), de Peter Graham Scott; Paz com Terror (TV); Drama 61-67 (Série de TV); Agente do diabo, de John Paddy Carstairs (Cenas retiradas); 1963: O Homem que finalmente morreu, de Quentin Lawrence; Comedy Playhouse (Série de TV); A propagação da Águia (Série de TV); Paz com Terror (TV), ITV Television Playhouse (Série de TV); 1964: História Parade (Série de TV); The Evil of Frankenstein, de Freddie Francis; The Caves of Steel (TV); O Gorgon (A Morte Passou Por Perto), de Terence Fisher; 1965: Casa do Dr. Terror of Horrors (O Comboio Fantasma), de Freddie Francis; Ela (A Deusa da Cidade Perdida), de Robert Day; A Caveira (A Caveira), de Freddie Francis; Dr. Who e os Daleks, de Gordon Flemyng; Trinta e Minute Theatre (Série de TV); 1966: Ilha do Terror, de Terence Fisher; Daleks 'Invasion Earth: 2150 AD, de Gordon Flemyng; 1967: Night of the Big Calor, de Terence Fisher; Torture Garden, de Freddie Francis; Alguns podem viver, de Vernon Sewell; Frankenstein Criou a Mulher (Frankenstein CRIOU uma Mulher), de Terence Fisher; Os Vingadores (Série de TV); 1968: The Blood Besta Terror, de Vernon Sewell; Corrupção, de Robert Hartford-Davis; Sherlock Holmes (Série de TV); 1969: Frankenstein Must Be Destroyed (O Barão de Frankenstein); de Terence Fisher; 1970: Grito e gritar de novo, de Gordon Hessler; One More Time (O Morto era o Outro), de Jerry Lewis; The Vampire Lovers, de Roy Ward Baker; Incenso para o Damned, de Michael Burrowes (Robert Hartford-Davis); 1971: A casa que derramou sangue (A Casa Que Escorria Sangue), de Peter Duffell; Twins of Evil (Como Servas de Drácula), de John Hough; Eu, Monstro, de Stephen Weeks; 1972: Nothing But the Night, de Peter Sasdy; Contos da cripta, de Freddie Francis; Além Edge (TV) da Água: Dracula AD 1972 (Drácula 72), de Alan Gibson; Fear in the Night (A Teia), de Jimmy Sangster; Dr. Phibes Rises Novamente, de Robert Fuest; Asilo (Lua Vermelha), de Roy Ward Baker; Além Edge (TV) da água; 1973: From Beyond the Grave (Do Outro Lado da Sepultura), de Kevin Connor; A Carne Viva (Em Carne Viva), de Freddie Francis; E agora o começa a gritar, de Roy Ward Baker!; Os ritos satânicos de Drácula, de Alan Gibson; Horror Express, de Eugenio Martín; La Grande Bretèche, na Série de TV de Orson Welles; Grandes Mistérios (série de TV); 1974: Shatter, de Michael Carreras, Monte Hellman (este, creditado NAO); Madhouse (A Mansão da Loucura), de Jim Clark; The Beast Must Die, de Paul Annett; Frankenstein eo Monstro do Inferno (Frankenstein EO Monstro do Inferno), de Terence Fisher; La Grande Trouille UO Tendre Drácula, de Pierre Grunstein; A Lenda dos 7 Ouro Vampiros, de Roy Ward Baker, Cheh Chang; O Zoo Gang (série de TV); 1975: A Lenda do Lobisomem (A Lenda do Lobisomem), de Freddie Francis; O Ghoul (O Monstro do Pântano), de Freddie Francis; 1976: Trial by Combat (Julgamento POR Combate), de Kevin Connor; No núcleo da Terra, de Kevin Connor; Homens do diabo UO Terra do Minotauro, de Kostas Karagiannis; A Grande Houdini (TV); Looks Familiar (Série de TV); Espaço: 1999 (Série de TV); The New Avengers (Série de TV); 1977: Star Wars: Episódio IV Guerra nas Estrelas (Star Wars: Episodio IV - Uma Nova Esperança), de George Lucas; Ondas de Choque, de Ken Wiederhorn; O Uncanny, de Denis Héroux; Morre Standarte, de Ottokar Runze; 1978: Filho de Hitler, de Rod Amateau; 1979: A Touch of the Sun, de Peter Curran; Aventura árabe (O Tapete Voador), de Kevin Connor; 1980: Black Jack UO Asalto al casino, de Max H. Boulois; Um Conto de Duas Cidades (TV); Hammer House of Horror (Série de TV); 1981: Misterio en la Isla de los Monstruos (O Mistério da Ilha dos Monstros), de Juan Piquer Simón; 1983: A Casa das Sombras longas (A Noite das Facas Longas), de Pete Walker; As Máscaras da Morte (TV); Helen Keller: O Milagre Continua (TV); Top Secret! (Ultra Secreto), de Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker; Sword of the Valiant: A Lenda de Sir Gawain eo Cavaleiro Verde (A Espada dos Valentes), Semanas de Stephen; 1986: Biggles (Viagem no Tempo), de John Hough; 2011: Star Wars: The Clone Wars (série de TV), Onde surgir hum duplo Seu, los Imagem digital.